quarta-feira, 24 de abril de 2013

Universidades espanholas - Como funciona a UIB (Parte 2)

Um pouco atrasada, mas continuando o post passado sobre a universidade onde estudo. Aqui vamos nós...

Departamento onde tenho aulas, Guillem Cifre de Colonya.





Em termos de estrutura:

1 - Universidade em geral.
É bem grande! Mas acredito que seja menor que a minha universidade do Brasil. Os prédios são bem novos e possuem uma instalação bem bonita e conservada. Possui alguns bancos como o Santander, La Caixa, Sa Nostra. Tem um campo esportivo muito legal, do qual eu já falei e mostrei um pouco nesse post.


Meu departamento é inteirinho assim, todos os corredores são desse jeito, com brancos e parte das paredes em madeira.


2 - Salas de aula, o conforto que nunca mais terei numa sala de aula quando voltar para o Brasil.
As salas de aula aqui são tão absurdamente superiores que dá até vergonha comparar. Existem dois tipos de salas. Salas com mesas individuais e cadeiras acolchoadas com couro para cada aluno e salas com mesas compridas e interligadas entre si em uma espécie de auditório onde as filas de assentos ficam em níveis diferentes de altura. As cadeiras dessa última sala são dobráveis, por assim dizer, como as de auditório, mas são de madeira. 


Essa é para vocês verem mais ou menos como são as carteiras.


O que eu acho mais legal da sala aqui é o fato de que algumas delas têm janelas enormes de onde você pode ver o lado de fora do prédio. Na verdade, não apenas as salas de aula, mas alguns corredores, a lanchonete e outros ambientes. E como a paisagem que se enxerga da ilha vista da UIB é linda, se torna mais prazeroso e inspirador estudar. rsrsrs

Nessa foto, reparem nas janelas. Vemos as montanhas ao redor da ilha! E não, a sala não é escura assim! Foi a foto.






3 - A xérox dos sonhos de qualquer um.
Bem, não posso falar por todas as xérox do campus, mas posso falar pela do meu departamento e do departamento de direito. Elas são basicamente papelarias e você encontra de tudo lá. Sem contar que o sistema de impressão deles é muito mais rápido, 500 páginas em 2 minutos... 
Creio que isso era algo que deveria ter comentado ao falar da metodologia da universidade, mas não sei se isso ocorre em todos os cursos. O fato é que o material que usamos para estudar para as provas são feitos pelos professores. Eles produzem uma espécie de livro ou apostila, como queiram, e disponibilizam esse material, assim como todos os slides das aulas no sistema online da universidade (explicarei sobre o sistema da UIB no próximo post).
Então, para imprimir o que quer que seja, você deve ir na sala de informática do seu departamento, logar-se no computador com seu usuário e senha do sistema UIB e depois de logado com seu usuário qualquer documento que você quiser imprimir fica registrado na sua "conta" universitária. Então você leva a sua carteirinha de estudante na xérox, pede para imprimir e com a sua carteirinha ela tem acesso a todos os documentos que você solicitou a impressão no computador. Uma coisa linda de se ver a eficiência. 
Não é tão barato, mas vale muito a pena. E você pode também encadernar suas apostilas com todo tipo de capa e arame. 

4 - Biblioteca e sala de informática.
A biblioteca do meu departamento é bem pequena, mas existem bibliotecas em todos os departamentos, então. Nunca tive problemas para encontrar um livro que precisava. O sistema é basicamente aquele que acredito ser o mesmo em todas as universidades. Você entra no sistema online da biblioteca da universidade e procura a referência do livro nas estantes para encontrá-lo. Depois é só mostrar para a bibliotecária, que registra e desmagnetiza os livros para que você possa levá-lo. 
O prazo para ficar com um livro são 7 dias e você pode levar até 5 livros. Se passados mais 7 dias que você levou o livro e não devolveu, você receberá um aviso no seu e-mail. E ficará recebendo frequentemente até que o livro seja devolvido. Mas aqui você não paga multa nenhuma por atraso e na devolução basta colocar o livro no balcão e eles dão baixa sem lhe pedir nenhum dado. 






A sala de informática do meu departamento tem uma porção (uns 25 ou 30) de computadores novos e em ótimo estado, todos funcionando perfeitamente! Em alguns horários ela é usada para aulas, mas quando não está em uso por nenhum professor fica livre para os alunos usarem o tempo que quiserem e acessarem o site que quiserem. Sim, nada de restrições quanto às redes sociais e etc. 

5 - Alimentação no campus.
Existem lanchonetes em todos os departamentos, dentro deles. Lanchonetes de verdade, com garçons fardados e com bloquinho na mão para anotar seu pedido. Funciona como um restaurante, na verdade. Pois todos os dias existe um menu de almoço especial por um preço e alguns pratos de massas e etc. Bolos, tortas, salgados, sanduíches (bocadillos deliciosos), cafés, saladas, alguns pratos mais típicos daqui e etc. Além disso, por todo campus, você pode comprar bebidas, café, petiscos, chocolates em máquinas. 
Outra coisa interessante a ser citada, eles vendem cerveja livremente dentro do campus. Sem problema nenhum! E eu nunca vi ninguém bêbado.



Sobre os professores:

1 - Eles sabem seu nome!
É isso mesmo! Eles sabem o nome de todo mundo da sala. Pelo menos os meus professores sabem. Não se iluda em pensar que passa despercebido.

2 - Eles são acessíveis.
Fale com eles sempre e quando necessitar pois eles mostram total disponibilidade para ouvir o aluno e ajudá-lo com seus problemas. Claro que eu não posso fazer dessa uma regra geral e mesmo que eu fizesse, todo regra tem sua exceção. O que quero dizer com isso é que seus e-mail serão respondidos sempre o quanto antes, você pode marcar uma tutoria com o professor para esclarecer suas dúvidas a qualquer momento que queira e o professor esteja disponível (a disponibilidade deles aqui é amplamente maior pois eles não se metem em um milhão de projetos e trabalhos de uma vez como fazem nosso professores do Brasil).

3 - São muito mais dinâmicos.
Acho que já comentei um pouco disso no post passado, mas vou falar aqui novamente de forma resumida. Não sei exatamente o motivo e não sei como explicar, mas a forma com a qual eles ensinam e muito mais interessante e incita muito mais o aluno a discutir, a participar da aula, a desenvolver o pensamento crítico e a questionar tudo o que lhe rodeia. Eles fazem com que você vá ao fundo da sua racionalização sobre qualquer problema exposto.




4 - São muito mais compromissados e denotam muito mais interesse nos alunos.
Esse é um ponto um pouco difícil de explicar sem fazer com que pareça que os professores do Brasil não são bons professores. Posso resumir esse ponto dizendo apenas que eles se mostram bem mais preocupados com nosso aprendizado e nossa evolução profissional e pessoal. Eles não dão aula como se fosse uma obrigação, eles a dão de uma forma que te faz realmente pensar que eles estão ali para você aprender. Como eu disse, é difícil explicar. Eu me sinto assistida o tempo inteiro, todos os dias, em todas as atividades que desenvolvo. Um trabalho que eles passam não é um trabalho que eles explicam pra você como será no dia da aula e 5 dias depois você tem que entregar. Eles passam o trabalho, dizem o que será avaliado, abrem fóruns no sistema da universidade para discutir sobre ele, se dispõem a fazer tutorias para revisar o que você já fez e fazer uma correção inicial, te direcionar, e te dão prazos de até meses para entrega. Porque eles querem aquilo bem feito. Por toda essa assistência, os trabalhos também são corrigidos muito mais criteriosamente.





5 - Intimidade professor-aluno.
Os professores são amáveis, compreensíveis, engraçados, simpáticos e muito socializáveis. MAS... A relação é essa e um professor não invade a privacidade do aluno e vice-versa. Você não fica sabendo sobre a vida pessoal dele e ele não fica sabendo da sua. É simples assim... 



Queria esclarecer uma coisa sobre o que falei no post passado sobre os seminários. Aqui existem atividades como os seminários que fazemos no Brasil e eles também se chamam seminários. Só que nem todo seminário será aquele no qual você tem que estudar um assunto para apresentar na frente da sala, ele pode ser só uma atividade em grupo na sala ou outra coisa. Como disse pra vocês, ainda hoje não sei definir bem o que seriam os seminários e talleres que acontecem nas universidades daqui.

Espero que tenha ajudado a esclarecer algumas coisas. Lembrando que tudo o que disse é referente à minha universidade, ao seu sistema de ensino e aos seus professores. Qualquer diferença com outras universidades é compreensível e esperada.

Infelizmente o post ficou com poucas fotos, porque eu fico receosa em tirar fotos dos ambientes internos da universidade, andar com uma câmera fotografando tudo lá dentro e tudo o mais. Mas prometo tomar coragem qualquer dia desses, talvez na sexta, daí atualizo o post com mais fotos pra vocês terem uma noção.

Hasta pronto o/

terça-feira, 16 de abril de 2013

Universidades espanholas - Como funciona a UIB (Parte 1)

Oi, hoje estou aqui para falar sobre um assunto mais interessante para vocês que estarão vindo em breve fazer intercâmbio numa universidade espanhola. Tudo o que falarei aqui é referente à universidade onde estudo na Espanha, mas acredito que o sistema seja semelhante nas outras universidades do país ou, pelo menos, semelhante no mesmo curso das outras universidades.

Em aspectos mais gerais, o sistema universitário aqui funciona assim:

1 - Você vai na aula quando e se quiser.
É isso mesmo, aqui você não é obrigado a ir nas aulas. A presença em 75% das atividades não é um critério de aprovação em nenhuma disciplina. Só existem 3 tipos de atividades que você não pode faltar de forma alguma: seminários, talleres y aulas práticas. Mas, de verdade, não aconselho ninguém a faltar. Confesso que por preguiça, mais de uma vez, já faltei uma aula. Me senti perdendo o controle da vida acadêmica inteira.  Elas são realmente importantes aqui, pois os professores falam coisas que você vai precisar para fazer a prova. Apenas estudar pelo material que eles disponibilizam não é suficiente para tirar uma boa nota nas provas.

2 - A carga horária presencial deles é bem menor que a nossa no Brasil.
Sim, bem menor! Eles esperam que você estude em casa por um tempo equivalente ao que você passa na sala de aula todo dia. O que acaba não acontecendo. E não falo apenas de mim, a maioria dos alunos da minha turma começaram a estudar para as provas do semestre passado bem depois de eu ter começado.




3 - Dificilmente você terá três ou quatro provas de uma mesma disciplina por semestre.
Isso é algo que eu adoro e detesto daqui. Adoro porque, de certa forma, você passa o semestre praticamente inteiro bem tranquilo. E odeio porque quando chega no final de semestre ficam acumulados todos os assuntos da disciplina para uma única prova e a quantidade de matéria para estudar é monstruosa. O que deveria acontecer é ir estudando a matéria das disciplinas ao longo do período para, quando chegar a época de prova, dar apenas uma revisada e não ficar tão aperreada.

4 - Trabalhos aqui são definidos como seminários e talleres.
Ainda hoje não consegui diferenciar um do outro. Para mim são ambos a mesma coisa. O importante a destacar sobre eles é que seminários aqui são algo completamente diferente do Brasil. Nada daquilo de estudar um conteúdo e fazer um slide para ficar na frente da turma tremendo feito vara verde enquanto fala. 
Seminários e talleres são atividades de debate e discussão de um conteúdo. Uma espécie de GD do Brasil, mas ainda assim em outro formato. Geralmente nos é dado um artigo ou um caso clínico para lermos em casa e, ás vezes, responder algumas perguntas. Na sala de aula, discutiremos o assunto do artigo ou as questões do caso clínico. Dependendo do professor, ele pode fazer todas as pessoas falarem ou apenas um membro dos grupos de discussão que são formados. 
Outras vezes, você não precisa fazer nada antes da atividade, basta estar presente no dia. O professor explica um assunto, a sala é dividida em grupos, o assunto é debatido e um trabalho de grupo é passado para casa. Casos clínicos na maioria das vezes. 
Há ainda aqueles seminários onde você tem que preparar e levar o trabalho já pronto no dia da atividade presencial, e a discussão vai ser em cima do trabalho já feito.

5 - Existem tutorias com os professores sempre que você quiser desde que esteja no horário do professor.
Isso é algo que acho muito legal aqui. Os professores, todos eles, têm um horário por semana que é dedicado exclusivamente a isso. Eles sempre vão estar em sua sala naquele horário e se você precisar é só ir lá e falar com eles sobre o que quer que seja, relacionado à universidade, claro. Orientações sobre trabalhos, explicações de assuntos de alguma aula que você precisou faltar e etc. Normalmente, você é aconselhado a falar com o professor e marcar sua tutoria, pois, de repente, ele pode ter outro aluno programado para o dia em que você aparecer para vê-lo.

6 - As aulas.
Quase 100% das minhas aulas são por vídeo conferência. Exceto seminários e talleres. Bem, eu não assisto aulas por vídeo, na verdade, o professor está sempre presente na minha sala. Mas, essa aula que eu assisto presencialmente, os alunos das ilhas vizinhas assistem por videoconferência. Isso implica dizer que eu estou sempre sendo filmada e que todo mundo sempre tem que falar no microfone. Desde que eu nunca precise falar, isso está ótimo para mim. As aulas são muito mais dinâmicas que as aulas que eu tinha no Brasil, mesmo que o método ainda seja aquele dos slides com o professor explicando. A interação com os alunos acontece de uma forma diferente, que não sei explicar, mas torna a sala inteira mais incitada a perguntar e a contestar qualquer coisa sobre o assunto que seja. Somos postos completamente à vontade para falar e, às vezes, levamos a aula quase toda discutindo um assunto que um aluno expôs sobre o conteúdo. Perguntas são postas nos slides como uma espécie de teste, casos clínicos e etc. Isso também acontece no Brasil, mas, talvez devido ao professores e alunos, isso aqui realmente funciona de uma maneira positiva.

7 - O alunos.
Famintos. Não sei o que acontece com eles, mas para resumir bem o que eu quero que vocês entendam sobre os alunos daqui, basta dizer que: eles quase não conversam, prestam atenção na aula inteira, anotam tudo o que tem nos slides (mesmo que a professora disponibilize tudo depois) e o mais assustador de tudo, eles gravam a aula! 
Algo que me chama atenção neles aqui também é o quanto eles têm e expõem seu pensamento crítico durante as aulas. Não todos, claro, mas muitos deles são realmente muito críticos e empenhados em relação a tudo. 
Entretanto, essa característica deles nem sempre se mostra espelhada nos seus resultados acadêmicos. Não consigo entender como alguns alunos que na sala de aula são tão bons, podem tirar notas baixas.





8 - Avaliações - a média é 5.
Por último, por ser o ponto mais extenso a ser tratado... Eu também achei absurdo no começo, mas depois que eu explicar a forma de avaliação deles aqui, você não vai achar tão fácil. Como disse em um tópico anterior, só são feitas uma ou duas avaliações de cada disciplina. Geralmente, as provas valem 50% da nota e os trabalhos valem os outros 50%. Daí você pensa consigo mesmo: "Ah, vai ser moleza! Se só os trabalhos já valem a média, eu posso fazer bem os trabalhos e tirar uma nota qualquer na prova só pra complementar." Ledo engano. Os trabalhos valem sim 50% da nota, mas se você não fizer metade da prova, seus pontos dos trabalhos são simplesmente ignorados. Querem um exemplo? Eu fiz uma disciplina período passado e fiz apenas 3,5 de 10 pontos da prova (não me condenem, eu fui muito bem nas outras disciplinas). Então, eu precisava tirar 5,0 de 10 da prova para que os prontos dos trabalhos fossem acrescentados a minha nota final. O meu 5,0 na prova me garantiria um 2,5 na média final e seria essa média a que teria o acréscimo das notas do trabalho, que no meu caso foram 3 e alguma coisa. Se eu tivesse feito a metade da prova, teria tirado 2,5 + 3,5 = 6 e sido aprovada na disciplina. Como só fiz 35% da prova, fiquei com 3,5 na disciplina e agora vou ter que fazer prova final. 
Outra coisa importante a mencionar, se a disciplina tiver duas provas no semestre e você não conseguir acertar metade de qualquer uma das provas, você já está de prova final para repor aquela nota. As notas de provas não são somatórias para conseguir os 50%. Supomos que você tem duas provas, cada uma valendo 3 pontos na média final da disciplina. É necessário fazer 5 de 10 (valor de cada prova individualmente) pontos na primeira e 5 de 10 pontos na segunda. Ou seja, 1,5 de 3 (valor de cada prova na média final da disciplina) pontos da primeira prova e 1,5 de 3 pontos na segunda. Nada de fazer 1 ponto de 3 na primeira e 2 pontos de 3 na segunda prova. Deu pra vocês entenderem? 
No meu caso, por ser intercambista, poderei fazer a prova final antes de voltar para o Brasil, mas os alunos daqui só farão as provas finais no final do verão, em setembro, antes de começarem as aulas do ano seguinte de curso. O que significa que eles teriam que estudar durante as férias e já começariam o ano cansados.
Uma coisinha mais, todas as provas, após saírem os resultados, têm um dia marcado para reunião dos alunos e professores para revisar as questões e suas respostas corretas.


Para os possíveis estudantes de enfermagem
O estilo das provas varia de curso para curso e de disciplina para disciplina. Mas para o caso de alguém por aí vir fazer enfermagem por aqui, explico um pouco de como são as minhas provas. Em geral, as provas são divididas em duas partes. Uma objetiva com no mínimo 30 questões (fiz uma com 45 e minha última teve 60) e uma subjetiva que varia no número de questões. Pode ser um caso clínico apenas com três ou quatro perguntas sobre ele ou até 5 questões de casos clínicos diferentes ou perguntas específicas do conteúdo. São duas horas de prova e você tem uma hora para responder a parte objetiva, marcando os quadradinhos numa folha, como no vestibular. Você pode deixar quantas quiser em branco e só vai perder o ponto que aquelas questões valem. Se você responder errado, entretanto, sua resposta errada vai eliminar pontos das respostas corretas. Quantas erradas eliminam uma certa vai depender do seu professor. Depois que você termina e entrega sua prova objetiva é que você pode receber e responder sua prova subjetiva. Mais uma hora para respondê-la.

Minha última prova foi uma loucura! A disciplina era Enfermería en Situaciones Complejas, envolvendo todo tipo de situações de urgência e emergência que você imaginar. Eram 60 questões de marcar e a parte de escrever nós só sabíamos que seria caso clínico. A maior preocupação era como nós conseguiríamos responder 60 questões em 60 minutos. O que nós não esperávamos era que a professora entregasse primeiro a prova subjetiva, que ela contivesse quatro questões de caso clínico e que nós teríamos apenas 15 minutos para respondê-la inteira. As quatro questões em 15 minutos!!! Depois dessa, responder 60 questões de marcar em uma hora foi fichinha. Deu tempo até revisar! Melhor preparação que essa para um vestibular, caso eu ainda fosse fazer algum, não teria. 

Saí da prova sem ter certeza se tinha ido bem, mas com o pensamento positivo, acreditava que conseguiria fazer mais da metade da prova e evitar outra final. E consegui, graças a Deus! Depois fiquei me deliciando do fato de que foi uma ideia incrível a professora fazer a prova dessa forma. Afinal, eram urgências e emergências e a gente precisaria ser rápido ao lidar com as situações caso estivéssemos no hospital. O lado legal da história a parte, foi difícil!! rsrsrs


Ufa, terminei a primeira parte sobre esse post. Espero que vocês tenham gostado e que tenha tirado um pouco suas dúvidas.

Hasta pronto o/

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Barcelona (Dia 3)


Terceiro dia começou cedo pois estávamos com medo de pegar uma fila muito grande para entrar na Basílica da Sagrada Família. Ficamos hospedados há um quarteirão e passávamos por ela sempre que saíamos e voltávamos. Ela é linda, linda por fora!






O único inconveniente é que acredito que todos os que forem visitá-la nos próximos anos (indefinidos) a verão em reforma. Acredito que vocês já saibam disso, mas ela é uma obra inacabada, mesmo parecendo completa vista de fora.





O ingresso, se bem me lembro, custou 12,50 euros. Acredite quando eu digo que o valor é bem pago. Fazendo jus ao exterior, o interior da basílica é de uma beleza extrema. Sem dúvida um "must see" do mundo, não apenas de Barcelona ou da Espanha.











Dentro da basílica, você pode usar as escadas ou o elevador para subir até o alto de uma das torres e ter uma vista bem bacana de Barcelona. Eu aconselho a subirem de elevador e descerem pelas escadas. Se você for de escada vai cansar logo no início, porque são realmente muitos degraus. E subindo de elevador, você vai descendo, e parando em alguns pontos para tirar fotos, sem muito cansaço, porque para descer todo santo ajuda, não é?





Saímos de lá e fomos para o Castelo de Montjuic. Não direi que é algo extremamente imperdível, mas eu gostei de ter visitado. Fica em um local um pouco mais alto da cidade e próximo do mar. Então, além de poder ver a cidade de um lado, do outro você pode ver a baía e os navios de carga e tudo o mais.







O castelo em si não é tão bonito, mas tem um jardim bonitinho na frente e uma parede encantadoramente recoberta por folhinhas, que, por ser outono, estavam laranjas e vermelhinhas!







Uma coisa legal sobre o castelo é que ele é cenário de um livro de um escritor espanhol que eu acredito que seja até bem conhecido, Carlos Ruiz Zafón. Carol me emprestou um dos livros de uma trilogia que ele escreveu nos últimos anos chamada de "Cemitério dos livros esquecidos".  Pelo que entendi, a trilogia inteira se passa na Barcelona da época da Revolução Industrial em diante. O livro que li foi o último da série, "O prisioneiro do céu", e eu ADOREI! Assim com letras maiúsculas. Mesmo tendo descoberto que aquele era o castelo/prisão do livro só depois de voltar pra Palma, fiquei muito feliz em ter visitado. Claro que teria prestado mais atenção durante a visita se tivesse me dado conta de que se tratava de um dos cenários principais do livro. rsrs Agora fiquei com vontade de ler os primeiros. Farei isso!

Depois do castelo fomos ver a estátua do Colombo. Fica pertinho do Museu de Cera e do Bosque das Fadas, que infelizmente não pudemos visitar. Acho que a rambla principal de Barcelona é justo ali. Pra quem não sabe, ramblas são como grandes ruas com muitos transeuntes. De uma forma bem resumida é isso. A Rambla de Barcelona tem um calçadão por onde os turistas passeiam e tem alguns artistas, estátuas vivas e coisas do tipo.




Okay, tiramos fotos do Colombo e fomos buscar nossas coisas e fazer check-out pois nosso voo supostamente era por volta das 20:00. Eu tomei meu primeiro Starbucks (tinha uma Starbucks ali do ladinho de onde ficamos)...




... pegamos as malas e fomos conhecer o Camp Nou. Eu não sou fã de futebol, então não fiz questão de pagar para fazer a visita ao estádio. Ficamos eu e Petra esperando lá nas lanchonetes que existem, digamos que, dentro do complexo do estádio e esperamos o pessoal.




Fomos pro aeroporto e tchanaaaam, adivinhem. O vôo dos meninos era às 8 da noite, mas o nosso tinha sido às 8 da manhã! Imaginem a loucura em não poder embarcar. Mas se tem algo supostamente fácil de fazer num aeroporto é conseguir um vôo, não é? O pior é que tínhamos que pegar um vôo ainda naquela noite porque a Petra tinha aula na manhã seguinte. Resolvemos da maneira mais simples, fomos até outra companhia, compramos passagem pro próximo vôo pra Palma, pagamos (essa foi a pior parte do mal entendido, porque doeu no bolso os 90 euros) e embarcamos, chegando em casa pouco mais de uma hora depois dos meninos...

Algo que eu descobri por experiência própria é que viagem não é viagem se não acontecer algum aperreio. Pelo menos pra mim, é claro, que nem sempre tenho a sorte para esse tipo de coisas. Se alguma mala será extraviada, será a minha, se um cartão for engolido por um caixa eletrônico, será o meu, se alguém ficará doente durante a viagem, será eu! Eu sorrio porque apesar de tudo sempre vale a pena viajar.

Terminam aqui os posts sobre Barcelona. Agora darei atenção a alguns posts importantes que precisam ser feitos e depois volto com os posts sobre a Itália e meus outros destinos.

Hasta pronto o/

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Barcelona (Dia 2)

Sem enrolações e muitas explicações, vou dizer apenas que resolvi terminar os posts sobre Barcelona antes de falar sobre coisas mais sérias por aqui, como disse no post anterior. Vai ser o tempo ideal até eu arrumar direitinho os outros posts sobre as viagens que fiz.







Então, no nosso segundo dia em Barcelona fomos logo pela manhã no Museu do Picasso, que eu realmente adorei. Durante todo o trajeto que se faz dentro do museu, existem grandes placas em várias línguas contando toda a história do pintor e sua evolução artística. Você consegue entender o que o levou a pintar aquilo, assim como as várias fases de pintura pela qual ele passou. 





Infelizmente, não se pode fotografar as obras. Eu não entendo muito sobre pinturas, esculturas, desenhos e os artistas que as desenvolveram, mas eu sempre achei o assunto interessante e sempre tive vontade de visitar esses museus. Se você gosta de arte, o museu está mais que recomendado. 






Foto do Sávio

E uma coisa legal é que fui no museu e só depois assisti aquele filme que se chama "Meia Noite em Paris"! O filme não é sobre Picasso, mas quando li a história dele no museu haviam alguns outros sujeitos que são também citados no filme. Digamos que me ajudou a me situar um pouco na história enquanto assistia. 

Depois fomos em um parque lindíssimo que se chama Ciutadella, bem próximo ao Arco do Triunfo de Barcelona. Eu ameei o parque, acho que até mais que o Parque Guell. Não sei explicar o motivo! Vejam por si mesmos...











Esse é o Arco do Triunfo. Que agora, depois de conhecer o de Paris, tenho que dizer que esse de Barcelona é tão bonito quanto.








Depois visitamos "La Pedrera", outra das infinitas obras de Gaudi espalhadas pela cidade. Já disse no post anterior que a arquitetura de Barcelona é "incrivelmente incrível"? 






Outros prédios lindos que vi e tive que fotografar porque metade de mim é enfermeira, mas a outra metade ama arquitetura! *_*








Seguimos então para Tibidabo, um ponto alto da cidade. É meio afastado, na verdade, mas vale super a pena conferir. Lá tem um pequeno parque de diversão - acho que tem até uma montanha russa -, mas nós não entramos, porque precisava pagar e também porque já estava um pouco tarde e ainda tínhamos outro lugar pra ir antes de voltar pra casa. Além do parque, tem uma igreja. Na verdade, parecem duas igrejas, uma sobre a outra. Lá no topo, tem um Cristo muito parecido com o do Rio, só que em menores proporções. 





Foto tirada pelo Sávio.

É muito bacana o lugar. E, se você tiver a sorte de ir em um dia de verão, o que não foi o nosso caso, conseguirá ter uma vista linda de toda a cidade.

Aquele dia era aniversário do Sávio! YEEY! Então, depois de Tibidabo, encontramos a Torre de Agbar no meio do caminho para o local da comemoração. A torre é linda, brilhante, cintilante, piscante, tudo que você imaginar. Ela fica mudando de cor e como era já "próximo" do Natal, ela também passava uns desenhos de estrelas e bolas de árvore de Natal.




O lugar escolhido foi nada menos que uma churrascaria ao estilo brasileiro. Rodízio de carne = a vida é maravilhosa. Claro que nada tinha o mesmo gostinho do Brasil, mas dava pra matar a saudade da nossa comida. Suco de laranja, guaraná antártica, arroz e feijão, farofa e churrasco. A melhor refeição do intercâmbio inteiro...

Foto do Carlos

Foto do Sávio





O nosso segundo dia terminou aí. Dia seguinte era dia de Basílica da Sagrada Família!

Hasta pronto o/
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